COMO CUIDAR DA MINHA SCOOTER

As scooters tem ganho cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Somente no primeiro semestre de 2021 foram emplacadas aproximadamente 50000 novas unidades, mesmo com a pandemia atingindo a economia como um todo. A conveniência do pouco consumo, pilotagem simples pela ausência da troca de marchas e o espaço de bagagem entre os pés e abaixo do banco são pontos muito relevantes na hora da escolha de uma scooter sobre uma moto comum. Mas as diferenças estão apenas nessas facilidades? E quanto aos procedimentos de manutenção periódica e cuidados que devemos ter?

Algumas distinções são motivo de atenção, e são explicadas abaixo.

CVT

Talvez a maior diferença entre as motos comuns e as scooters, o CVT é o substituto do câmbio, e é quem permite que elas alcancem velocidades variadas sem “trocar de marcha”. É um conjunto relativamente simples, porém com componentes que exigem manutenção periódica (como limpeza, lubrificação e verificação de desgaste) e trocas preventivas (como é o caso da correia). O descuido com esses pontos pode, de uma hora pra outra, te deixar parado na rua, à espera de um guincho. A atenção ao cronograma de revisão apresentado no manual do proprietário deve ser severa, ainda que as quilometragens pareçam curtas, ou que o aparente bom estado dos componentes dê a impressão de que a troca preventiva pode ser adiada. É importante que o mecânico escolhido para a manutenção tenha experiência com scooters, para que sejam feitas corretamente as análises e serviços no conjunto. Existe, no CVT uma parte que é lubrificada a óleo, e sua troca também é procedimento da manutenção periódica.

Alguns fabricantes utilizam óleos específicos para caixas de engrenagens, outros o mesmo óleo utilizado no motor. Novamente, atenção ao que o manual orienta. O tipo de uso também pode acelerar os desgastes. Não é bom usar acelerações muito bruscas, seja em retomadas ou saída de farol, principalmente para preservar a correia e as polias. O correto é manter sempre aceleração progressiva. Com o mesmo objetivo de preservar os componentes, é importante evitar a entrada de água no conjunto, que trabalha a seco. Ainda que haja capa e junta para proteção, as vedações são projetadas para suportar chuvas e poças rasas, porém não alagamentos.

Óleo do motor

Comparadas a muitas motos, as scooters podem precisar de intervalos menores entre as revisões e trocas do óleo de motor, devido ao volume reduzido de lubrificante utilizado (próximo a um litro) e aos possíveis usos severos, ainda que espaçados. Dependendo do modelo e fabricante, os períodos podem variar de mil a cinco mil quilômetros (situação na qual é até recomendada uma troca intermediária). Atenção ao tipo de óleo utilizado. Por não ter embreagem, o óleo utilizado na scooter é diferente dos usados nas motocicletas comuns, e exige certificação JASO MB. Todos os atributos necessários no lubrificante do motor são encontrados no VALVOLINE SCOOTER 10W30 SEMISSINTÉTICO, que contém um pacote de aditivos visando menor desgaste nas peças pela redução do atrito, além de maior proteção do motor contra oxidação e economia de combustível.

Assim como nas motos, também é importante nas scooters a verificação do nível de óleo algumas vezes durante o intervalo entre as trocas. Assim como qualquer motor a quatro tempos, o motor da scooter também tem um leve e esperado consumo de óleo, que deve ser compensado completando-se o nível com o mesmo óleo utilizado na ultima troca. Importante ressaltar que completar o nível não estende o prazo para a próxima troca, pois apesar do óleo novo ter sido adicionado ao motor, a maioria do que está nele já terá uma vida útil reduzida. Para usar o método certo de conferência do nível, consulte seu manual de proprietário.

Pneus

Os pneus das scooters também pedem calibragem a cada quinze ou vinte dias, retardando o desgaste e deformação, e mantendo a boa pilotagem. Os pneus vazios oferecem resistência ao movimento, deixando a scooter mais “pesada”, e fazendo com que consuma mais combustível e prejudique a condução. Atenção também ao nível de desgaste do pneu, já que o pneu careca prejudica em muito a aderência da moto ao solo (mais ainda se o chão estiver molhado), além de expor o proprietário ao risco de ser multado pela má conservação do componente.

Desmontagem das carenagens

Para grande parte dos serviços e conferências, se faz necessária a remoção parcial ou total das carenagens que envolvem a scooter. O procedimento, contudo, pode ser mais trabalhoso do que aparenta. A quantidade e variedade de parafusos confundem na hora de remontar as placas, e correm o risco de ser trocados. Elas também possuem abas de fixação, que as unem umas às outras, e que devem ser movimentadas em um sentido determinado para que se desencaixem, sob o risco de quebra. Por essas questões, não se aventure, ainda que goste de “mexer na sua própria moto”. O erro pode sair caro. Então, busque sempre um profissional experiente.

Carga e suspensão

Apesar de oferecer espaços e alternativas para que bastante “bagagem” seja levada, atenção ao limite máximo de peso que a scooter suporta. Ultrapassar essa faixa, além de prejudicar a pilotagem, reduz drasticamente a vida útil das suspensões dianteira e traseira, causando vazamentos prematuros e ineficiência. Consulte o peso máximo suportado, antes de soterrar a moto com coisas transportadas.

A revisão é importante

Não é só de troca de óleo e combustível que vive a scooter. Durante a revisão periódica, todos os sistemas são verificados quanto ao seu funcionamento e desgaste. São efetuados reapertos de parafusos, regulagem de cabos, troca de fluidos, ajustes e lubrificações diversas. Aquilo que está bom, tem a atenção necessária para que continue dessa forma, e aquilo que já ultrapassou o limite de uso, é trocado ou reparado antes que cause um problema. Com o objetivo de manter a scooter com nova por bastante tempo, as revisões são o melhor meio. Ainda que muitas vezes pareça dispensável, é ela que te previne das surpresas indesejáveis. E não se esqueça: conserto é mais caro do que a manutenção.

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