Manutenção e troca preventiva dos fluidos de diferenciais

Como está o fluido de câmbio? OK. Como está o fluido da transmissão automática? OK. E o do diferencial? E precisa fazer essa troca? Essa é uma questão bastante comum e uma dúvida até mesmo entre proprietários de veículos equipados com o sistema de tração traseira ou tração integral.
Alguns manuais do proprietário de picapes modernas trazem essa informação. Porém sabemos que uma grande parte dos consumidores não lê o manual, ou pelo menos dá uma folheada rápida para se inteirar de uma parte de seu conteúdo ou saber onde estão as seções por ordem alfabética.

No manual da Toyota Hilux, por exemplo, existe uma observação sobre a troca de fluido ou óleo do diferencial dianteiro. No caso da versão 4×4 temos a opção de tração traseira, tração nas quatro rodas e o travamento do diferencial, muito útil quando a ideia é um passeio ou necessidade fora-de-estrada.
Por lá se encontra a informação de que a tração nas quatro rodas deve ser ligada pelo menos uma vez no mês e alguns quilômetros devem ser rodados para que haja a correta lubrificação do eixo dianteiro. Isto pode parecer um detalhe de ordem técnica mas o ressecamento de alguns componentes pode gerar um problema maior e prejuízo.
No passado a maior parte dos veículos era equipada com a tração traseira e, portanto, tinha eixo cardã e diferencial. O próprio eixo deve ser verificado anualmente para observar algum tipo de folga ou ressecamento. É uma peça importantíssima pois faz a ligação entre o motor, o diferencial e, por conseguinte, as rodas.

Com passar dos anos a tração se tornou prioritariamente dianteira na maior parte dos carros, com exceção dos utilitários e SUVs. Também tivemos um grande desenvolvimento de modelos equipados com a tração integral, como é o caso da Audi com a Quattro, a Mercedes-Benz com a 4MATIC e também a Volvo.
Porém, ao contrário do que acontece na Hilux citada alguns parágrafos acima, em carros de passeio e utilitários premium a tração integral é chamada também de permanente, ou seja, funciona sob demanda. Dessa forma os diferenciais funcionam e lubrificam os componentes do sistema. Isso acaba sendo uma facilidade para o proprietário.
No geral a periodicidade de troca de fluido do diferencial ou dos diferenciais, no caso da integral, é disposto no manual do proprietário. Vale salientar que se o seu uso for mais severo a troca deve ser adiantada, protegendo assim as engrenagens e esses componentes fundamentais para o bom funcionamento do veículo.
Já em modelos 4X4 e destinados ao uso fora-de-estrada, trilhas de final de semana e passeios mais radicais a manutenção deve ser ainda mais criteriosa. Isso porque nesses casos existe o agravante de barro, lama e detritos que se acumulam na suspensão e, com o seu ressecamento, podem causar problemas mais sérios.
A verificação dos diferenciais, eixo cardã e também cruzetas deve ser feito com grande regularidade. A troca do fluido mantém não só as engrenagens cumprindo seu papel com perfeição como também o sistema sempre limpo de impurezas e qualquer tipo de sujeira que possa atrapalhar seu funcionamento.
Outra questão importante em alguns veículos e abrangendo algo que vai além do diferencial é a questão do engraxamento da suspensão. Em modelos mais clássicos como o Fusca existem pontos de engraxamento nas laterais dos eixos para que o proprietário ou mecânico insira a pistola de graxa. Isso garante um pouco mais de maciez e diminui os ruídos de todo o sistema.

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