MANUTENÇÃO PREVENTIVA DO FLUIDO DA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA

Como é uma Transmissão Automática?

O projeto de uma caixa de transmissão automática (AT) possui um desenho muito complexo, com componentes hidráulicos, como o conversor de torque e o distribuidor hidráulico, materiais de fricção, como embreagens e freios para troca de marcha, um conjunto de engrenagens planetárias e possui selos sensíveis.

transmissao automatica

O principal problema da transmissão automática é a necessidade de frear ou acoplar diferentes partes de diversos planetários. Quando há dois ou mais planetários, é necessário usar pressão hidráulica. 

A vantagem de transmitir força usando o ATF é que ele pode seguir por mangueiras, passar por dentro de um eixo oco e girar junto com outras partes móveis. Pelo fato de ser líquido, ocupa o espaço que lhe é destinado, e transmite força por mais tortuoso que seja o caminho. 

Para isto funcionar é preciso haver um circuito hidráulico, com bomba, válvulas, pistões, filtro e o ATF, um sistema complexo que custa caro e dá mais manutenção. 

Os atuadores hidráulicos ou elétricos realizam as trocas de marchas, em conjunto com as engrenagens planetárias.  

A caixa automática típica usa eletrônica na parte decisória e também em alguns atuadores, deixando a força hidráulica para as funções onde ela é insubstituível. 

As marchas à frente (D) são escolhidas de forma eletrônica, mas se a central falhar, a segunda marcha é engrenada, pois corresponde à posição em que todas as válvulas elétricas estão desativadas. 

Neste mesmo câmbio, a ré (R) é puramente hidráulica. O neutro (N) realmente corta a força hidráulica, impedindo que qualquer marcha seja engrenada. 

As posições 2 e L têm atuação hidráulica. Na posição D, as marchas 1 e 2 fazem uso de rodas livres para travar as engrenagens. Isto prejudica o freio motor porque a roda livre libera quando o motor gira mais devagar que a transmissão, como se o câmbio entrasse em ponto morto. 

Quando a alavanca está em 2 ou L, o circuito hidráulico aciona freios adjacentes às rodas livres, e a marcha mantém-se engatada mesmo ladeira abaixo. Câmbios mais avançados fazem isto eletronicamente. 

Nas marchas 3 e 4, as rodas livres não podem liberar o câmbio, de modo que o freio motor está sempre presente nestas marchas. Não é necessária uma posição de alavanca para segurar o carro ladeira abaixo.

O que é um Fluido de Transmissão Automática: ATF – Automatic Transmission Fluid?

O fluido para transmissão automática deve possuir aditivação que proporcione excelente propriedade de Índice de fricção, a fim de facilitar a troca de marcha no conversor de torque. Deve apresentar também excelente compatibilidade materiais.

Uma formulação típica do ATF é composta em média por 8% de aditivos na composição, com modificadores de atrito, inibidores da oxidação, detergentes e dispersantes, inibidores de corrosão, antidesgaste, agente de dilatação dos selos, antiespumante, pelo modificador de viscosidade, óleos básicos, mineral e/ou sintético, e por um corante vermelho, com a finalidade de identificação de eventual vazamento através dos selos. 

Pacote de Aditivos de um ATF:

  • Antiespumante
  • Antioxidante
  • Antiferrugem e Anticorrosivo
  • Abaixador do Ponto de Fluidez
  • Antidesgaste
  • Aumentador do Índice de Viscosidade
  • Detergente/Dispersante
  • Extrema Pressão
  • Modificador de Atrito
  • Corante
  • Condicionador de Vedação

Entre as tendências para novos projetos de transmissões automáticas estão; a redução de perdas hidráulicas, o aumento da velocidade na troca de marcha e da velocidade de deslocamento e engrenagens menores com um projeto mais leve.

Os novos ATFs estão com as viscosidades cada vez menores, em torno de 6 cSt a 100°C, Low Viscosity (LV), fricção mais sofisticada, com melhor durabilidade da fricção e melhor desempenho Antidesgaste (AW). Os ATFs têm se tornado muito específicos para cada aplicação, como outras peças mecânicas.

O requisito mais importante de um ATF é o Índice de fricção, que evita que a transmissão “patine” nas trocas de marcha, já que não existem engrenagens. A compatibilidade com os selos também é prioridade, pois garante que não haverá ataque aos selos, evitando o vazamento do ATF.

Quais são os principais fabricantes de Transmissão Automática?

Os principais fabricantes são a GM, Ford, ZF, Aisin Warner e Jatco.

Quando trocar um ATF?

Existem 3 formas para se trocar um ATF, sempre em uma oficina especializada:

 1.      Manutenção Corretiva

Ocorre por motivo de falha mecânica ou vazamento, em ambos os casos é necessário abrir a transmissão, consertar o modo de falha, que no caso de vazamento normalmente é resolvido através da troca dos selos.

2.     Manutenção Preventiva por Período

Neste caso, a regra de ouro é seguir as orientações do manual do veículo com a troca definida pela quilometragem. Na grande maioria dos casos, dependendo da montadora, modelo e ano do veículo, o período de troca é de 40 mil quilômetros. Há montadoras que recomendam a troca por período, não por quilometragem, neste caso, 4 anos é considerado uma boa prática.

 3.     Manutenção Preventiva por Condição

A preventiva por condição baseia-se pela vida útil do ATF. O ATF é composto por óleo básico, mineral ou sintético, e por um pacote de aditivos. A vida útil do óleo básico está ligada à sua oxidação, em função de suas moléculas serem atacadas pelo oxigênio e pela alta temperatura. Já os aditivos, sofrem processo de depleção, ou seja, são consumidos ou deteriorados ao longo do funcionamento da transmissão. Para finalizar, pode haver contaminação com partículas sólidas, água, coolant e combustível, que também deteriora a saúde do ATF e da transmissão.

A manutenção preventiva por condição detecta a hora exata para a troca, maximizando o período de troca e a confiabilidade operacional. Para tanto, é necessário coletar uma amostra do ATF e encaminhar para a avaliação da saúde do ATF e da transmissão, como viscosidade, acidez, Índice de fricção, água, antidesgaste, entre outros, gerando um laudo de análise com as ações a serem tomadas.

Então devemos realizar a Análise Preventiva do Fluido de Transmissão Automática?

A prática de manutenção Preventiva por Condição não é viável, pois não há como utilizar um laboratório especializado para analisar a frota nacional. Portanto, siga as orientações de troca por Quilometragem ou Anos/Meses, e em caso de dúvidas, realize a troca antecipada.

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