O QUE É CÂMBIO CVT E COMO FUNCIONA

Desde que o primeiro automóvel foi inventado uma necessidade surgiu: como transmitir a potência do motor para as rodas e, consequentemente, fazer o carro se mover? Para isso foi necessário criar um elemento situado entre o motor e as rodas para que o conjunto pudesse efetuar a sua real função.
A transmissão tem um papel crucial e obrigatório no conjunto dinâmico de um automóvel. É através dela que ocorre a movimentação já citada e também acaba interferindo no próprio desempenho final, já que suas relações ou falta delas, como veremos na sequência, são essenciais para o funcionamento do conjunto.


Nessa matéria falaremos sobre os três tipos de transmissão que existem nos automóveis e caminhões: Manual, Automatizadas de simples embreagem (MAT), Dupla Embreagem (DCT), Convencionais e CVT. As marcas investem continuamente em novas tecnologias e novos elementos para que as caixas de marcha sejam mais leves e mais eficientes trabalhando em conjunto com os propulsores.
O câmbio automático convencional é um dos mais conhecidos. A Chevrolet chegou a usar caixas com apenas duas velocidades durante a década de 60 e início dos anos 70. Uma característica desse tipo de equipamento é que acaba concentrando o torque na segunda marcha, o que acaba gerando conforto para o motorista e o trabalho mais regular para o conjunto.


Já veículos da Mopar e da Ford se concentraram em caixas de câmbio com três velocidades. Mesmo veículos de alta performance, como alguns muscle car, chegaram a receber esse equipamento. Uma característica apesar da pouca quantidade de marcas que eles estavam bem adaptados para trabalhar com motores de grande deslocamento.
Com o passar dos anos chegaram as caixas de câmbio com quatro, cinco e seis velocidades. Sem dúvida nenhuma isso acabou gerando muito mais conforto para os motoristas e também para os motores, que passaram a trabalhar com velocidades mais elevadas em rotações mais baixas.


Atualmente alguns veículos vêm de fábrica equipados com caixa de câmbio de oito, nove e até dez velocidades. Na prática ao dirigir esses carros vemos que isso se reflete em maior eficiência energética e, como já citado, conforto para motorista e ocupantes até mesmo por conta do menor nível de ruídos.
Já a transmissão continuamente variável, reconhecida pela sigla CVT, é uma das criações mais antigas, por volta de 1880, e tem uma aplicabilidade muito grande. Naquela época a ideia era criar algo que pudesse se adaptar em vários tipos de máquinas e ela parecia uma ótima ideia para isso. Realmente foi já que até mesmo motores elétricos passaram a utilizá-la como uma forma de geração de energia.


O uso nos automóveis começou na década de 50. O pequeno DAF 600 foi o precursor. Nesse tipo de caixa, chamado de Variomatic, tivemos a essência do câmbio continuamente variável e que foi utilizado, com a devida a modernização, até a década de 80 A Volkswagen chegou a utilizar o sistema em uma versão do Fusca vendida na Europa.

Mas como essa transmissão funciona? O conceito é simples e bastante engenhoso. O sistema tradicional conta com duas polias que variam de graduação conforme a necessidade. Nos carros de passeio é fácil notar o sistema trabalhando, pois tem um som característico, quase inaudível. Dessa forma a potência e o torque são transmitidos para as rodas com bastante eficiência.


As duas polias trabalham em conjunto e são ligadas ao motor e ao diferencial. Como elas possuem tamanhos diferentes, daí vem o nome variável, quanto o diâmetro de uma delas diminui o da outra aumenta, transmitindo dessa forma a força para o deslocamento das rodas. Uma característica é o giro do motor que sobe de maneira linear.
Marcas japonesas como Honda, Toyota e Nissan utilizam caixa de câmbio CVT há muitos anos. E com passar do tempo podemos observar que ela foi passando por algumas melhorias, seja em termos de suavidade do funcionamento ou também ajuste individual de cada montadora.


Você pode se perguntar oque seria melhor: câmbio automático convencional ou uma transmissão continuamente variável? Esta é uma pergunta que tem várias respostas. Depende muito da utilização do veículo e até mesmo da adaptação do motorista ao sistema.
Já o CVT é conhecido por ser um sistema um pouco mais ruidoso e com respostas um pouco mais lentas ao pedal do acelerador. Vale ressaltar que esta certa letargia diminuiu bastante com os aceleradores eletrônicos modernos, que diminuem o tempo de resposta entre o momento do acionamento e o processo como um todo. Mas como são caixas de câmbio diferentes cada uma tem suas características próprias.


O fato mais interessante sobre a transmissão continuamente variável é que ela evolui com passar dos anos. Além da utilização citada nos parágrafos anteriores também existe uma versão para veículos elétricos e híbridos que, além da função de câmbio propriamente dita, também gera e armazena energia, alimentando a bateria e, consequentemente, o motor elétrico.
E quantas invenções do século XIX ainda utilizamos nos dias de hoje? Isso demonstra que algumas delas são geniais ou extremamente práticas para se modernizarem ao longo dos anos. Esse parece ser o caso da transmissão continuamente variável que certamente terá usabilidade em muitos modelos no futuro.

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