Tudo o que você precisa saber sobre transmissão Dual Clutch

Desde que os primeiros motores a combustão foram criados também surgiu a necessidade de produzir algo que conseguisse transmitir a potência e o torque para as rodas e, consequentemente, movimentar o veículo. Era algo parecido com o que acontecia através da tração animal, porém com algumas diferenças.
Os primeiros automóveis foram criados no século XIX. Naquela época a velocidade do trânsito era bastante baixa e, portanto, não eram necessárias caixas de transmissão muito elaboradas, já que o veículo atingiria 20 ou 25 km/h.
Com advento da tecnologia e mais concorrentes no segmento também surgiu a necessidade de criar algo mais moderno. Outro elemento importante contribuiu para isso foi o aumento da cilindrada dos motores que ganharam mais potência e o já citado torque. Eles precisavam de mais do que uma marcha para desenvolver .
Nas transmissões automáticas convencionais existe o conversor de torque. O corpo de válvula, por sua vez, analisando vários parâmetros como velocidade e posição do pedal do acelerador, faz a análise da força necessária e utiliza a marcha adequada para a necessidade do momento. Essa conta leva em consideração a rotação do motor esse e o esforço para cumprir determinada tarefa como subir uma rua íngreme, por exemplo.
Nas transmissões com dupla embreagem o sistema também é ligeiramente distinto, pois há uma diferença interessante na sua concepção com marchas pares e ímpares. Basicamente enquanto uma marcha está engatada a posterior está pré-engatada, o que reduz o tempo de mudança e aumenta a eficiência de todo o sistema.
Enquanto um câmbio automático convencional, como citado acima, utiliza o conversor de torque para transmitir a potencia do motor a transmissão de dupla embreagem tem uma construção diferente. O conjunto de embreagens acaba fazendo o serviço do referido conversor, o que faz com que as trocas sejam ligeiramente mais rápidas.
Vale ressaltar que também existem basicamente dois tipos de câmbio de dupla embreagem: os secos e os banhados a óleo. A lubrificação, como sabemos, é necessária, porém nesse caso da primeira opção é feito apenas o necessário. Já o segundo é mais utilizado em caixas que necessitam trabalhar com mais torque, como alguns modelos de alta performance. Mas também utilizado atualmente por vários modelos convencionais.
Apesar de parecer uma tecnologia moderna o primeiro conceito de transmissão com dupla embreagem foi criado no final da década de 30. A ideia naquele momento seria desenvolvida para o clássico Citroën Traction Avant. Mas o alto custo de desenvolvimento acabou por retardar o seu lançamento.
A década seguinte trouxe novidades. Mas como sempre acontece com os precursores ocorreram problemas, especialmente de confiabilidade junto aos consumidores. Esses modelos iniciais usavam solenóides e também um conjunto de embreagens eletromagnéticas, o que causava alguns transtornos durante o uso.
Isso provocou o desenvolvimento de mais tecnologia da transmissão. Um dos exemplos mais bem sucedidos foi o câmbio PDK (Porsche Doppelkupplungsgetriebe), desenvolvido pela Porsche na década de 70, que foi ganhando contornos até chegar a perfeição dos anos 80.
Com o PDK a marca venceu as 24 Horas de Le Mans com o 962. Para os apreciadores de automobilismo esse modelo é uma verdadeira lenda. Na temporada de 1987 fez parte de todos os pódios em corridas disputadas, além da vitória na prova de endurance mais famosa do planeta.
Alguns anos seriam necessários para que ele equipasse com efetividade aos modelos de rua. A marca alemã passou a oferecer o PDK no modelo 911 a partir da geração chamada de 997. A tecnologia das pistas chegava, então, às ruas e estradas.
Por conta da sua característica de trocas rápidas e excelente usabilidade com potência e torque elevados o câmbio de dupla embreagem acabou se tornando uma referência nos carros esportivos. Atualmente ele se mostrou extremamente eficiente e prazeroso na condução diária ou em track days.
Mas além do automobilismo e dos carros esportivos esse tipo de transmissão se mostrou verdadeiramente um coringa. Ela já chegou a ser usada em tratores para o trabalho no campo e até mesmo em vagões de trem, em alguns casos com acionamento manual ou até a metade do curso da embreagem.
Não foi somente em carros esportivos e de corrida que a transmissão de dupla embreagem foi utilizada. Ela também foi se desenvolvendo e equipando modelos mais acessíveis. Dois exemplos são o câmbio DSG da Volkswagen e o Powershift da Ford. Este último tem um histórico de problemas por ressecamento da parte interna muito grandes, inclusive com quebra e mau funcionamento.
As vantagens do sistema são a suavidade das trocas e o funcionamento liso. Por outro lado temos um aspecto negativo que é o alto custo de manutenção. De qualquer forma as marcas atuais estão migrando para o câmbio de dupla embreagem, pois ele tem se mostrado confiável e eficiente para o uso em veículos convencionais.

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